Cardiopatias Congênitas com Obstrução do Esvaziamento do Coração Esquerdo

As cardiopatias são as malformações congênitas mais freqüentes ao nascimento. Neste texto abordaremos as cardiopatias congênitas com obstru- ção no esvaziamento do coração esquerdo. Este subgrupo corresponde às obstruções graves ao fluxo arterial sistêmico: estenose aórtica, síndrome do coração esquerdo hipoplásico e coarctação da aorta. Apresentam em comum a dependência da circulação sistêmica à perviabilidade do ducto arterioso. E apesar de não terem grandes repercussões intra uterinas, necessitam de tra- tamento neonatal precoce em serviço de atendimento especializado.

A estenose aórtica valvar é uma malformação das comissuras da valva aórtica. É a malformação cardíaca isolada mais comumente diagnosti- cada. Pode ser leve, de difícil diagnóstico pré-natal e com bom prognóstico, ou crítica, com um comprometimento cardíaco maior e por isso com um diag- nóstico pré-natal mais fácil. Apresenta pouca relação com malformação extra cardíacas e cromossomopatias, o que melhora seu prognóstico.

A síndrome do coração esquerdo hipoplásico consiste em um espec- tro de malformações cardíacas complexas envolvendo significante subdesen- volvimento do ventrículo esquerdo e seu trato de saída. É comum sua associ- ação com malformações extra cardíacas e cromossomopatias. Seu diagnósti- co já pode ser feito com 11 a 14 semanas, tal é a complexidade de sua apre- sentação. Seu prognóstico tem melhorado ao longo dos anos em conseqüên- cia do desenvolvimento de técnicas cirúrgicas reconstrutivas (cirurgia de Nor- wood), e transplante cardíaco.

A coarctação da aorta é o estreitamento do arco aórtico, tipicamente na região do istmo, entre a artéria subclávia esquerda e o ducto arterioso. Apresenta um risco de recorrência alto de 2% a 6%. Pode estar associada a outras malformações cardíacas e extra cardíacas, e a incidência de cromos- somopatia associada é de cerca de 35%. Seu prognóstico depende do diag- nóstico e assistência terapêutica precoces, a fim de evitar comprometimento sistêmico e pulmonar destes pacientes. A terapêutica cirúrgica é a de esco- lha. E assim como as demais cardiopatias obstrutivas de saída do coração esquerdo, diversas técnicas têm sido desenvolvidas para melhorar a sobrevi- da. Mas ainda há muito que se fazer, principalmente no que diz respeito à qualidade de vida e prognóstico a longo prazo.

Contate-nos!

Atendimento online indisponível no momento. Envie sua mensagem e retornaremos o mais breve possível.

Olá! Como posso ajudar?

Clique para enviar

Para mais informações

Seu nome (obrigatório)
Seu telefone (obrigatório)
Seu e-mail (obrigatório)
Seu interesse
Comentários
×

Para mais informações

Seu nome (obrigatório)
Seu e-mail (obrigatório)
Sua mensagem
×