Ultrassonografia

fet-ultra

Alta tecnologia no
diagnóstico por imagem

A Fetus tem o que há de mais moderno em equipamentos para exames de ultrassom, além de profissionais especializados e formados dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade. Entre os principais exames realizados, destacam-se todos os relacionados com a gravidez, bem como exames nas áreas de ginecologia e mama.

▸ ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA

Ultrassonografia Obstétrica de 1º Trimestre

Este exame pode ser realizado por via abdominal e/ou transvaginal (preferencialmente), quando o bebê é ainda chamado de embrião.

1 – Período para realização: entre a 5ª e a 10ª semana de gestação.

2 – Objetivos principais

  • Confirmar a gestação intrauterina (afastar gravidez ectópica).
  • Avaliar a vitalidade embrionária (batimentos cardíacos do embrião).
  • Verificar o número de embriões.
  • Período ideal para determinação precisa da idade gestacional, através da medida do comprimento cabeça nádega do embrião (CCN).
  • Identificar a presença e aspecto da vesícula vitelínica (estrutura responsável pela nutrição do embrião no início da gestação).
  • Avaliar a implantação do saco gestacional (SG) e do trofoblasto (futura placenta), afastando a presença de hematomas ou áreas de descolamentos.
  • Avaliar os ovários e identificar o corpo lúteo (estrutura ovariana responsável pela produção da progesterona, hormônio responsável pela manutenção da gestação no 1º trimestre).

3 – Desenvolvimento embrionário semana a semana

IDADE GESTACIONAL (calculada a partir do 1º dia da última menstruação) ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS
Início da 4ª semana Espessamento do endométrio
SG ainda não visualizado
4ª – 5ª semana SG visualizado (2 a 3mm)
5ª – 6ª semana SG 4 a 15mm
Identificação da vesícula vitelínica
6ª – 7ª semana Embrião com 3 a 9mm
Identificação dos batimentos cardíacos (FC entre 100 a 130bpm)
7ª – 8ª semana Embrião com 10 a 15mm
Diferenciação cabeça/tronco
FC entre 130 a 150bpm
8ª – 9ª semana Embrião com 16 a 22mm
Visualização dos esboços dos membros superiores e inferiores
FC entre 150 a 180bpm
9 -10ª semana Visualização dos primeiros movimentos do embrião
Pico da FC, próximo a 180bpm
Ultrassonografia Morfológica de 1º trimestre (Obstétrica com Translucência Nucal e Doppler)

Este exame é realizado por via abdominal, podendo ser complementado pela via vaginal, se necessário.

1 – Período para realização: Entre 11 semanas e 0 dias a 14 semanas e 2 dias de gestação. Ideal entre 12 e 13 semanas. (C.C.N entre 45mm a 84mm).

2 – Objetivo principal

A identificação precoce de malformações fetais e o rastreamento de síndromes cromossômicas, em particular a Síndrome de Down.

É o principal exame do 1º trimestre.

Este exame inclui o estudo da morfologia fetal da idade gestacional em questão, a medida da translucência nucal com os cálculos de risco para alterações cromossômicas e a avaliação do osso nasal. Avalia também, através da metodologia Doppler, os fluxos de sangue do ducto venoso, da válvula tricúspide e das artérias uterinas para o cálculo de risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia.

3 – Principais indicações

Para todas as gestantes, porém com atenção especial àquelas com:

  • História prévia de doença genética ou cromossômica na família.
  • Perdas fetais de repetição.
  • História prévia de malformações fetais.

4 – Detalhes Importantes

Devido ao rápido avanço na área de Medicina Fetal, tanto em relação a qualidade dos equipamentos e, principalmente, a qualificação profissional, a avaliação da morfologia fetal e avaliação de sinais sutis (marcadores ultrassonograficos) de doenças cromossômicas (Síndrome de Down, por exemplo) é factível de ser realizada em fase precoce da gestação. Sendo assim, é composto das seguintes etapas:

  1. Avaliação da idade gestacional e morfologia fetal, sendo possível datar corretamente a gestação e visualizar o desenvolvimento inicial das seguintes estruturas: crânio, cérebro, face, coluna, coração, parede abdominal, estômago, rins, bexiga, membros e sexo fetal (ao redor de 13 semanas).
  2. Avaliação da Translucência Nucal: é a medida de um pequeno espaço líquido presente na nuca de todos os fetos, localizada entre a pele e a coluna.
  3. Avaliação do Osso Nasal: Em aproximadamente 60% dos fetos com Síndrome de Down, o osso nasal não é identificado nesta fase da gestação.
  4. Avaliação do ducto venoso e refluxo na valva tricúspide: Quando presente tem demonstrado correlação com alterações cromossômicas e/ou cardiopatias congênitas.

A grande maioria dos bebês é normal. Entretanto, toda a mulher, qualquer que seja a sua idade, possui um risco de conceber um bebê com algum tipo de deficiência. Em alguns casos, essa deficiência é decorrente de uma anomalia cromossômica, tal como a Síndrome de Down.

A única maneira de confirmar se o feto tem ou não uma anomalia cromossômica é através do estudo do mapa cromossômico (cariótipo), o qual durante a gestação é obtido através das pela realização de exames invasivos, tais como a Biópsia de Vilosidades Coriônicas ou a Amniocentese. Porém, tais testes apresentam um risco de abortamento de aproximadamente 1%.

Cabe ao casal, com a orientação de seu obstetra, decidir se o risco do seu bebê apresentar uma anomalia cromossômica é grande o suficiente para realizar o teste invasivo. Como normativa protocolar, a Fetus recomenda o teste invasivo quando o risco para Síndrome de Down é igual ou maior que uma chance em 100.

O período mais preciso para calcular o risco para síndrome de Down é entre a 11ª e a 13ª semana de gestação e o risco depende:

  • Da idade materna;
  • Da quantidade de líquido presente atrás do pescoço do feto (Translucência Nucal);
  • Da presença ou ausência do osso nasal;
  • Da regurgitação da válvula tricúspide do coração fetal;
  • Da alteração do fluxo do ducto venoso;
  • Da presença ou ausência de malformações fetais;

Após a realização do ultrassom e com base nos fatores acima, o risco estimado para síndrome de Down será discutido com o casal. Somente o casal pode então decidir se deseja realizar o teste invasivo. Independente da sua decisão é recomendada a realização do ultrassom morfológico de 2º trimestre para a pesquisa do desenvolvimento anatômico fetal.

Os parâmetros acima citados têm como principal objetivo o rastreamento de doenças cromossômicas (por exemplo, Síndrome de Down), problemas cardíacos e outras alterações da morfologia fetal. Através da análise destes parâmetros, associado à idade materna, pode-se obter o risco específico para cada paciente em relação a doenças cromossômicas (por meio de um programa de rastreamento fornecido pela Fetal Medicine Foundation-Londres, sendo este capaz de detectar até 90% dos fetos com Síndrome de Down).

5 – Profissional que deve realizar este exame

Profissional com habilitação na área de Medicina Fetal, com extenso conhecimento em fisiologia da gestação, anatomia fetal e patologias relacionadas ao feto.

Ultrassonografia Morfológica de 2º trimestre

Trata-se da avaliação minuciosa de todos os órgãos e sistemas fetais. Associa-se também o estudo da placenta, do volume de líquido amniótico e do crescimento fetal.

1 – Período para realização: Entre a 20ª e a 23ª semana de gestação.

* o estudo pode ser realizado em idades gestacionais mais precoces ou mais tardias quando da presença de malformação fetal já reconhecida.

2 – Objetivo principal

Estudo detalhado da morfologia fetal com o objetivo de rastreamento de malformações fetais. A sensibilidade do ultrassom morfológico para detecção de malformações fetais e anomalias genéticas é de aproximadamente 85% considerando as limitações técnicas inerentes ao método.

3 – Principais indicações

  • Exame fundamental para o rastreamento de malformações congênitas, sendo parte do acompanhamento “de rotina no pré-natal” uma vez que 80% das malformações ocorre no grupo considerado de baixo risco.
  • É o estudo de escolha para o acompanhamento evolutivo das malformações.
  • Situações que reforçam a sua realização: História de malformação familiar, Diabetes Mellitus, uso de drogas ou radiação ionizante (Raios-X), infecções, doenças genéticas, do colágeno, trombofilias, etc.

4 – Profissional que deve realizar este exame

Profissional com habilitação na área de Medicina Fetal, com extenso conhecimento em fisiologia da gestação, anatomia fetal e patologias relacionadas ao feto. Em conjunto com a avaliação morfológica de 2º trimestre, pode-se realizar seguintes exames complementares:

– Avaliação do colo uterino por via endovaginal para detecção do risco de Trabalho de Parto Prematuro:

O ultrassom endovaginal realizado entre 19 e 24 semanas para medir o colo uterino é o melhor método para identificar um grupo de mulheres de alto risco (colo entre 10 e 20 mm – aproximadamente 2%) que podem se beneficiar do uso profilático de progesterona na prevenção do Trabalho de Parto Prematuro.

– Avaliação do Doppler das artérias uterinas para detecção do risco para Pré-eclâmpsia (Doença Hipertensiva da Gestação) e/ou RCIU (Restrição de Crescimento Intraútero):

A alteração da artéria uterina na 22ª semana (aumento de resistência e/ou a presença de incisura) indica um grupo de risco que apresenta chance 6 vezes maior de desenvolver pré-eclâmpsia e 3,5 vezes maior para restrição de crescimento intraútero.

Obstétrico Tridimensional em tempo real (4D)

Qual o período ideal para realização?

O exame tridimensional em tempo real (4D) pode ser realizado como complementação de qualquer exame ultrassonográfico da gestação.

No primeiro e início do segundo trimestre a visão fetal será mais generalizada (visão de todo feto em movimento).

A partir da metade do segundo até o terceiro trimestre a visão será mais voltada para face fetal e, quando possível, das extremidades e genitália.

*O período ideal quando da realização de apenas uma avaliação é entre 28 a 32 semanas.

Os modernos sistemas 4D são capazes de gerar visões que mostram imagens do tipo escultural das estruturas superficiais fetais em tempo real, ou ainda imagens do tipo radiológico da anatomia fetal.

Em casos de alterações fetais ósseas e de superfície, permite obter maiores detalhes para a caracterização destas anomalias fetais (complementar ao exame morfológico bidimensional).

Vantagens (ponto de vista médico):

  • Análise de pequenos defeitos de superfície;
  • Determinação volumétrica de órgãos;
  • Exame em 3D do esqueleto fetal, em particular da face e extremidades;
  • Modo Multiplanar – (cortes tomográficos em qualquer plano);
  • Compreensão das imagens por profissionais de outras especialidades.

Limitações

  • A obtenção de boas imagens da superfície fetal depende principalmente da presença suficiente de líquido amniótico frente à região de interesse;
  • A superposição de estruturas como placenta, cordão umbilical, ou extremidades fetais (mãos, pés), bem como o posicionamento fetal inadequado podem dificultar a visão da superfície;
  • Durante o exame, os movimentos fetais exagerados traduzem-se em artefatos de movimentos que podem degradar a qualidade da imagem.
Dopplerfluxometria obstétrico

1 – Objetivo principal

Estudo da circulação através da mensuração dos fluxos nos compartimentos materno (artérias uterinas), placentário (artérias umbilicais) e fetal (artéria cerebral média).

2 – Principais indicações

a) No 1º Trimestre

  • Rastreamento para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intraútero (Doppler das artérias uterinas entre 11 e 14 semanas e entre 22 e 24 semanas).

b) No 2º e 3º Trimestres

  • Redução do volume de líquido amniótico diagnosticado ao ultrassom.
  • Suspeita de restrição de crescimento intraútero (altura uterina abaixo do esperado e redução ou baixo ganho de peso materno).
  • Amadurecimento precoce da placenta (senescência placentária).
  • Hipertensão arterial crônica.
  • Doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) ou pré-eclâmpsia.
  • Alterações imunológicas e trombofilias (Ex: síndrome anticorpo antifosfolípide).
  • Avaliação da vitalidade fetal no 3º trimestre
  • Rastreamento de anemia fetal em casos de Isoimunização Rh (Doppler da artéria cerebral média).

Na vigência de intercorrências que possam colocar em risco a saúde e bem-estar do bebê, a avaliação Dopplervelocimétrica permite diagnosticar precocemente sinais de hipóxia fetal (má oxigenação), auxiliando a estabelecer o melhor momento para o parto.

3 – Outras Informações

Interpretação dos vasos analisados

Artérias uterinas: Avaliação do fluxo materno para a placenta. Desde o princípio da gestação inicia-se um processo de invasão de células placentárias para o interior das artérias uterinas, com o objetivo de facilitar a passagem de sangue da mãe para a placenta. Esse processo será concluído por volta da 26ª semana. Quando esse processo não se dá por completo existe um risco 6 vezes maior para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia e 3,5 vezes maior para restrição de crescimento intrauterino.

Artérias umbilicais: Avaliação da função placentária. Analisa as condições de fluxo no cordão umbilical. Quando ocorre obstrução de pequenos vasos placentários existe uma maior resistência à passagem do fluxo de sangue no cordão, percebida ao estudo Doppler.

Artéria cerebral: Reflete a oxigenação fetal. O neurônio (célula do tecido cerebral) é extremamente sensível a alterações de fluxo. Em condições onde exista prejuízo da circulação para o bebê haverá uma dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais para melhorar a oferta de oxigênio.

Perfil Biofísico Fetal
Exame consagrado na avaliação da vitalidade fetal, é realizado no 3º trimestre da gestação através da ultrassonografia, no qual avaliam-se parâmetros de bem-estar fetal, como: movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, tônus e índice de líquido amniótico. Este exame é indicado sempre que seu obstetra achar necessário o estudo do bem-estar fetal.
Cardiotocografia Anteparto

1 – Período para realização: Realizado no 3º trimestre da gestação.

2 – Objetivo Principal

Exame utilizado para a avaliação do bem-estar fetal, sendo de importância no seguimento das gestações de alto risco, e também no acompanhamento das gestações normais. Este exame se baseia na avaliação do comportamento da frequência cardíaca fetal (FCF), sendo efetuado por meio de aparelho específico (cardiotocógrafo), que registra os padrões da FCF em relação aos movimentos corpóreos fetais e as contrações uterinas. Este exame está presente na maioria dos centros de referência que acompanham as gestações de alto risco, tornando-se parte integrante da assistência pré-natal especializada.

Ecocardiografia Fetal

1 – Período para realização: O exame pode ser realizado desde o início do segundo trimestre até o final da gestação, sendo o período ideal, entre 24 a 28 semanas.

2 – Objetivo principal

Esse exame consiste em uma ultrassonografia exclusiva para analisar o coração do feto. Hoje, com os avanços tecnológicos e o conhecimento da circulação fetal, é possível obter detalhes minuciosos da anatomia, função e hemodinâmica do coração fetal.

3 – Principais indicações

A cardiopatia congênita está presente em 0,8% dos nascidos vivos, sendo responsável por 50% dos óbitos nos períodos neonatal e primeira infância. A cardiopatia é a malformação congênita mais frequente no feto. Sendo assim, as indicações para a realização da ecocardiografia fetal podem ser subdivididas em maternas, fetais e familiares.

  • Indicações Maternas: mãe com cardiopatia congênita; portadora de Diabetes Mellitus, colagenoses; uso de drogas teratogênicas (lítio, anfetaminas, álcool); uso de antiinflamatórios e vasoconstrictores nasais; infecção viral (rubéola, citomegalovírus); fertilização in vitro.
  • Indicações Fetais: suspeita de malformação cardíaca no exame obstétrico de rotina; outras malformações congênitas; cromossomopatias; translucência nucal aumentada no primeiro trimestre; hidropisia; presença de arritmias; gestação múltipla, restrição de crescimento intraútero
  • Indicações Familiares: pai ou irmãos com cardiopatia congênita; história familiar de síndromes mendelianas (Noonan, Marfan, esclerose tuberosa, DiGeorge).

Não há dúvidas no que se refere à elevada prevalência de alterações cardíacas fetais em gestações com risco aumentado (com fatores para indicação do exame). Entretanto, deve ser enfatizado o fato de que apenas 10% das cardiopatias congênitas ocorrem nestas grávidas com fatores de risco, o que implica em afirmar que 90% das anormalidades cardíacas ocorrem na população geral, sem risco aumentado. Por isso, a única forma de detectar essas anomalias é através do estudo sistemático do coração fetal, em todas as gestantes.

▸ ULTRASSONOGRAFIA GINECOLÓGICA

Pélvico / Transvaginal
Indicado para avaliação da pelve feminina (útero e ovários), controle de ovulação, pesquisa de dor pélvica.
Mama
Exame complementar à mamografia para pacientes acima de 40 anos. Para pacientes abaixo de 40 anos é utilizada para controle de exames de rotina e diagnóstico diferencial entre nódulos e cistos.
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