Anomalias De Ritmo Cardíaco Fetal: Uma Visão Prática

INTRODUÇÃO

A possibilidade de detectar e tratar alterações do ritmo cardíaco durante a vida intra-uterina constitui-se num dos grandes avanços da cardiologia fetal. Alguns métodos diagnósticos têm sido elaborados para a monitorização elétrica, mecânica, anatômica e funcional cardíaca. A utilização do eletrocardiograma fetal (ECG Fetal) trans-abdominal tem sido descrita desde 1920 por Bazett. O ECG Fetal utiliza a média do sinal elétrico para interpretação e não analisa batimento a batimento, então tem se mostrado tecnicamente limitado para arritmias, tem difícil interpretação e é muito susceptível a interferências e falhas. (Bazett, 1920) (Schenker, 1979) (Brambati B e Bonsignore L, 1983) A magnetocardiografia também se tornou comercialmente disponível e fornece qualidade de sinal elétrico superior ao ECG fetal transabdominal, pois utiliza tecnologia de análise de componentes individuais e filtro adaptativo. A magnetocardiografia pode disponibilizar informações úteis sobre o intervalo e a duração do PR, QRS e QT. A dificuldade técnica, o custo, o tempo de execução e a necessidade de sala protegida, semelhante à ressonância magnética, dificultam sua utilização rotineira. (Menendez T et al, 2001) (Kahler C et al, 2002)

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